Veeam Vanguard Summit 2019 – Resumo

 

Do dia 14/10 ao dia 17/10 aconteceu em Praga, República Tcheca, o Veeam Vanguard Summit 2019. É um evento fechado apenas para os Vanguards onde a Veeam apresenta para nós as novidades dos produtos e o que está por vir. Muita coisa não pode ser divulgada, mas algumas apresentações são feitas para divulgarmos mesmo, então achei interessante falar um pouco aqui sobre o que vi nesses dias em Praga.

 

Relacionamento

 

Antes de mais nada, o relacionamento com a comunidade técnica de Veeam, com os funcionários e desenvolvedores dos produtos provavelmente é a maior vantagem em participar do evento. Poder conversar com a pessoa que efetivamente está desenvolvendo os produtos, ouvir deles quais as dificuldades e desafios e poder dar feedbacks do nosso dia a dia é muito valioso e me faz sentir que estou ajudando de verdade a criar um produto cada vez melhor.

 

 

Veeam Linux

 

Michael Cade falou um pouco sobre a estratégia da Veeam com o Linux na v10 com a possibilidade de utilizar sistemas operacionais baseado em Linux nos proxies. Isso já havia sido anunciado, mas pudermos ver em ação funcionando e é algo que eu esperava há bastante tempo. Hoje quando existe a necessidade de realizar o deploy de um novo proxy é necessário usar Windows, apesar de eu não ter problema algum com o sistema operacional da Microsoft, é um desperdício de recurso e licenciamento. O Linux utiliza um espaço bem menor em disco e consome muito menos recursos, então faz bastante sentido utilizá-lo como proxy.

Por enquanto só será possível utilizá-lo no modo de transporte Virtual Applicance, mas já ajuda bastante e não duvido que será possível utilizar com outros modos em futuros updates. O interessante é que a Veeam te permite escolher qual distribuição deseja utilizar entre Red Hat, Debian e Ubuntu, então fica a sua escolha a que melhor atende seu ambiente.

 

 

Veeam Universal License

 

Tivemos também uma longa seção sobre o novo licenciamento dos produtos da Veeam, Veeam Universal License, com Rick Vanover e Anton Gostev, que foi anunciado agora no começo de Outubro. A estratégia da Veeam é te dar a opção de licenciamento por VMs/Máquina Física/etc, como subscrição ao ano, simplificando o licenciamento, mas sem remover a possibilidade do tradicional licenciamento por processador. Mudou também a questão de como contar a quantidade de licenças que está utilizando dependendo do workload que quer proteger, agora tudo é 1 pra 1 e já no Veeam Enteprise Plus com todos os recursos disponíveis.

 

 

 

Não pretendo me alongar muito porque ainda quero explicar o licenciamento dos produtos da Veeam em uma série de novos posts.

 

NAS Backup

 

Uma das novas funcionalidades mais divulgadas para o v10 é o NAS Backup. Michael Cade e Dima P. detalharam como vai funcionar o backup de File Shares no v10 e nos mostraram que não é simplesmente uma questão de “copiar e colar”. A forma como a Veeam está construindo essa funcionalidade é diferente do que costumamos ver. Ao invés de fazer comparações de arquivos (o que pode demorar séculos em casos de bilhões de arquivos), a funcionalidade irá construir uma árvore de CRC para agilizar as comparações nos backups incrementais.

Pode parecer que não faz sentido fazer backup de File Shares quando temos a possibilidade de fazer o backup da VM, mas em casos onde o File Share é um NAS físico começa a ficar mais interessante. Em nosso grupo do telegram vira e mexe aparece pessoas querendo fazer backup apenas de um share específico em seu servidor, como NAS Backup será possível e será feito com a segurança que já conhecemos da Veeam.

 

 

Continuous Data Protection

 

Para mim essa era a seção mais aguardada. O CDP é uma promessa da Veeam desde 2017, mas foi adiado porum tempo e agora voltamos a ouvir cada vez mais dele. Ainda sem promessa para a primeira versão do v10, mas já temos a certeza que virá em um futuro update. Para quem não conhece o CDP promete fazer a replição de uma VM sem a necessidade de snapshot, usando a API da VMware VAIO, dessa forma o I/O e interceptado durante a gravação e replicado para outra VM. Isso possibilita um tempo muito menor de replicação, como 15 segundos ou 60 segundos de diferença de dados entre a VM original e a réplica. Isso é algo bem importante e que tem muitos usos em aplicações críticas que não pode ter perda de dados maior que 1 minuto. Anthony Spiteri detalhou como vai funcionar o CDP e quais as dificuldades encontradas. Uma das novidades é que teremos proxies específicos para essa função para lidar com o cache e transferência dos dados entra a VM original e a réplica.

 

 

 

Por enquanto essas são as novidades que podemos falar, mas aguardem por mais novidades no restante do ano. Estou bem ansioso pela v10 e assim que for possível trarei os posts detalhados das novas funcionalidades! 🙂

Até breve!