Veeam – Scale-Out Repository – O que é? Quando Usar?

Olá, pessoal!

Faz um tempo que não escrevo artigos mais técnicos e estava com saudade! Um dos assuntos que ainda não abordei sobre o Veeam aqui foi o Scale-Out Repository e vejo no nosso grupo do Telegram (se ainda não participa não deixe de entrar) que muitos ainda tem dúvida de como funciona e como utilizá-lo.

 

Introdução

 

O Scale-Out Repository surgiu no primeiro release da versão 9 do Veeam, lá no começo de 2016. Isso foi algo realmente inovador e que fez toda a diferença para o gerenciamento de repositórios. Basicamente, quando falamos em repositórios no Veeam, temos quatro tipos:

  • Windows Server with local or directly attached storage
  • Linux server with local or directly attached storage
  • CIFS (SMB) share
  • Deduplicating storage appliance (EMC Data Domain, ExaGrid, HPE StoreOnce)

Veja que o Scale-Out Repository não é citado como um tipo de repositório porque ele, na verdade, é o conjunto de dois ou mais repositórios. Quando você cria um Scale-Out Repository o Veeam cria um pool de repositório combinando cada um dos repositórios existentes que você desejar.

Isso é interessante porque imagine o trabalho para gerenciar os repositórios em um ambiente gigante com backup de centenas ou milhares de VMs, máquinas físicas etc. Em um ambiente desse tipo você dificilmente vai ter um único repositório, provavelmente vai fazer algum tipo de separação dos backups por importância ou idade. Para visualizar de forma mais simples temos esses dois exemplos:

 

 

 

 

 

Features

 

Ao criar um Scale-out Repository é possível definir como o Veeam vai distribuir os arquivos de backup entre os repositórios. Apesar de ser bem flexível, ele recomenda a escolha de um dos tipos abaixo:

 

 

Na opção “Data locality” todos os arquivos de backup dependentes da mesma série de backups serão colocados juntos. Quando for criado uma série de backups aí os arquivos podem ser colocados em diferentes repositórios dentro do Scale-out Repository.

Na opção “Performance” os backups incrementais serão colocados em um repositório diferente do backup full. Isso é feito para distribuir o I/O de disco quando for necessário efetuar a transformação do full, dependendo da política do seu backup. Isso ajuda a diminuir o impacto de I/O em um repositório único.

Mesmo você precisando escolher entre uma dessas opções, se por acaso não tive espaço em um dos repositórios onde a política precisa gravar os backups o próprio Veeam irá violar a política para garantir um backup efetuado com sucesso.

Outro recurso interessante é que se temos vários repositórios em um Scale-Out repositor a gente sabe que pode ser necessário fazer alguma manutenção em um deles. Por exemplo, imagine que um dos repositórios em um Scale-out é um storage físico e você precisa fazer uma manutenção programada ou até mesmo removê-lo do ambiente. Como o Scale-Out Repository irá tratar isso?

Existe uma opção de “Maintenance” que pode ser usada para qualquer repositório dentro do Scale-out. Ao marcar essa opção o Veeam não irá iniciar nenhuma tarefa que precisa utilizar aquele repositório, então você poderá efetuar a manutenção necessária sem problema.

 

 

Outra opção é “Evacuate backups” em caso de necessidade de remover o repositório do Scale-out. Ao fazer isso o Veeam irá mover os backups que existem nesse repositório para um outro repositório dentro do Scale-out respeitando a política definida durante a criação.

 

 

 

Licenciamento

 

Como é uma feature avançada, o Scale-out repositor só está disponível nas versões Enterprise e Enterprise Plus. Mas isso levando em consideração se você utiliza o modelo por socket. Se você já utiliza o VUL (Veeam Universal License) no modelo de subscrição seu o Veeam já é Enterprise Plus e terá todas as features disponível, incluindo o Scale-out repositor.

 

 

 

Mais informações

 

Para finalizar, deixo alguns links com mais informações sobre o Scale-out Repository

 

Até a próxima!

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